Autismo e identificação: informar sem expor
Como orientar quem encontra uma pessoa autista em crise ou perdida — sem transformar o diagnóstico em rótulo público.
Pessoas no espectro autista podem ter dificuldade para pedir ajuda, responder perguntas ou tolerar toque e barulho — justamente nas situações em que se perdem. Ao mesmo tempo, muitas famílias não querem o diagnóstico estampado em roupas ou objetos.
A informação certa, para a pessoa certa
O QR Code resolve esse dilema: a pulseira ou o crachá mostram apenas o símbolo SOSCode. As orientações só aparecem para quem escanear o código — em geral, alguém que percebeu que a pessoa precisa de ajuda.
O que escrever no campo “Comportamento”
- Comunicação: “Não é verbal. Entende frases curtas.” ou “Responde melhor por escrito.”
- Sensorial: “Barulho alto causa crise. Se possível, leve para um lugar calmo.”
- Toque: “Não segure pelo braço. Caminhe ao lado.”
- Acalma com: “Música no celular”, “falar sobre dinossauros”.
- Risco: “Não percebe perigo no trânsito” ou “Atração por água”.
Envolva a pessoa quando possível: escolher a cor da pulseira ou o modelo do colar aumenta a chance de uso no dia a dia.
Outros cuidados
- Treine a situação: “se você se perder, mostre a pulseira”. Histórias sociais e ensaios ajudam.
- Informe a escola e os cuidadores sobre o SOSCode.
- Revise o perfil quando houver mudanças de rotina, escola ou medicação.